Ex-candidato a prefeito no Acre é condenado após processo de Alan Rick

O deputado federal Alan Rick (DEM) entrou com um processo contra o ex-candidato a prefeito da Rede Sustentabilidade, Carlos Gomes. O motivo seria uma postagem de onde se declarava contrária a um escândalo envolvendo carteiras de pescadores do Acre.

Carlos, que é assistente social, disse por meio de sua página no Facebook que recebeu a notificação da condenação após processo movido pelo democrata. Não se sabe ainda, qual a pena recebida pela justiça, mas ele avisou que vai recorrer.

“Hoje fui notificado de uma condenação, de um processo movido pelo Deputado Alan Rick, por um post que fiz sobre o escândalo das carteiras de pescadores no Acre, é uma batalha que se avizinha, vou recorrer”, declarou.

No entanto, o ex-candidato à prefeito de Rio Branco, destacou que a liberdade de expressão ainda está prevista na legislação. “Volto a repetir, quem não está disposto a conviver com as críticas deve repensar a vida pública”, salientou.

Por meio das redes sociais, Gomes recebeu diversas mensagens de apoio e repúdio à atitude de Rick. De acordo com Paulo Brasil, a atitude de Alan não condiz com sua postura de evangélico.  “Carlos Gomes, isso se chama “pilantragem”. Amigo, ele como político e diz ser “evangélico” deveria ser o exemplo e o correto. Como disse anteriormente noutro comentário, ambição pelo poder fala mais alto e cega total as virtudes e os valores como  princípios”, destacou.

ESCÂNDALO DAS CARREIRAS DE PESCADORES

Uma investigação da Polícia Federal, revelou que as carteiras de pescador que garantem um salário mínimo para os pescadores artesanais no período de defeso, podem estar sendo usadas como moeda para compra de votos. No Acre, a quantidade deu um salto de 700 para mais de 10 mil carteiras, distribuídas nos 22 municípios do Acre.

Segundo reportagens de jornais de grande circulação no país, em nível nacional, o Ministério da Pesca alterou a norma interna e permitiu que carteiras de pescador, antes confeccionadas pela Casa da Moeda, fossem emitidas em papel comum. A aquisição do benefício é concedida com uma declaração de uma associação de pescadores.

Na maioria dos estados, as superintendências do Ministério da Pesca são controladas pelo PRB. No Acre, não é diferente, o partido controla a pasta e está sob suspeição. Dois candidatos eleitos pela legenda nas eleições deste ano, a ex-superintendente do órgão, doutora Juliana, deputada estadual eleita, está no olho do furacão das acusações do uso fraudulento da carteira de pescador.