Polícia acreana abre investigação para saber como Rhuan foi levado de Rio Branco

As circunstancias nas quais o menor Rhuan Maycon Silva da Costa foi retirado do Acre e do convívio de sua família para, quatro anos depois, passar por uma das mortes mais violentas de que se tem na crônica policial do país, serão também objetos de uma investigação da Polícia Civil do Estado. O anúncio foi feito na manhã desta segunda-feira (03), em Rio Branco, pelo delegado geral de Polícia Civil, Henrique Maciel, ao revelar que já designou um delegado especial para acompanhar as investigações das polícias de Goiás e do Distrito Federal, que trabalham no caso.

Rhuan Maycon Silva da Costa foi morto, aos nove anos de idade, na noite da última sexta-feira (31 de maio), na cidade de Samambaia Norte, nas proximidades de Brasília, no Distrito Federal, num crime no qual foram empregados o que há de pior em torpeza e covardia: a criança foi morta enquanto dormia, acordada inicialmente com uma primeira facada e depois por uma série de pelo menos mais três golpes, até ter sua cabeça decepada do corpo. Quem manuseava a faca era ninguém menos que sua mãe, a cabeleireira acreana, natural de Rio Branco, Rosana Auri da Silva Candido, de 28 anos. Para cometer o crime ela contou com a ajuda de sua namorada Kacyla Priscyla Santiago Damasceno, outra acreana também de 28 anos, que pretendia matar em seguida a própria filha, uma menina de oito anos que conseguiu escapar, informou a polícia.

O trabalho da polícia acreana vai incluir investigações sobre as condições em que a menina também foi retirada do Acre. A polícia suspeita de que, no seu caso, assim como no de Rhuan, também houve rapto. “Nós vamos abrir procedimento para apurar isso e ouvir as famílias. Suspeitamos de que houve crime de rapto aqui e precisamos saber o que de fato ocorreu aqui”, disse o delegado Henrique Maciel.

As investigações já começaram e o passo seguinte agora é a localização do pai de Rhuan, o menino cujo corpo foi esquartejado e guardado em mochilas do tipo escolar para ser jogado pelas duas assassinas num bueiro da cidade em que moravam. Outro ponto da investigação será o depoimento do pai da menina que sobreviveu à tragédia, o agente penitenciário Rodrigo Pessoa, também natural de Rio Branco. O rapaz já está em Brasília e recuperou a filha que também estava destinada a morrer e deverá retornar ao Acre assim que a Polícia Civil do Distrito federal os liberar. “Temos que ouvi-lo também para sabermos em que circunstancias essa criança saiu do Acre”, disse Maciel.

Fonte: ContilNet