Dupla é condenada a mais de 60 anos por matar tatuador a tiros em Rio Branco

Adão Teixeira Ferreira e Wesley da Silva Parada foram condenados a penas que somadas ultrapassam os 60 anos de prisão pela morte do tatuador e ex-presidiário, Cristiano Campos da Silva, de 38 anos. O júri popular ocorreu nessa segunda-feira (16), na 1º Vara do Tribunal de Justiça.

O tatuador foi morto no dia 11 de maio de 2018, no bairro Belo Jardim, na região do Segundo Distrito de Rio Branco. Ele estava trabalhando em casa quando foi surpreendido pelos dois homens armados.

Ao G1, a advogada dos condenados, Juliana de Oliveira, disse que vai recorrer da decisão para tentar reduzir a pena dos dois. “Tiveram algumas circunstâncias que majoraram a pena que eu acredito que não deveriam ter sido levadas em consideração. Então, nós vamos recorrer”, disse.

Conforme a denúncia, os réus tinham roubado uma motocicleta e dois capacetes após ameaçarem uma vítima com revólver e faca no mesmo dia do homicídio.

Em seguida, eles usaram a moto roubada para ir até o estúdio de tatuagem de Silva e entraram no local dizendo que queria fazer tatuagem. Mas, acabaram efetuando ao menos seis disparos contra a vítima, sendo que dois atingiram. O tatuador morreu antes da chegada do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu).

A dupla foi presa logo após o crime, ainda com a arma que teria sido usada para matar o tatuador. Na época, o delegado responsável pela investigação, Rêmulo Diniz, disse que os dois confessaram a autoria do homicídio e um deles justificou que foi por vingança.

Em depoimento, o suspeito disse que Silva teria matado o pai dele anteriormente. Porém, ainda de acordo com a denúncia, o crime teria sido motivado porque os denunciados acreditavam que a vítima pertencia ou era informante de uma organização criminosa rival da que eles pertenciam.

Os dois foram denunciados pelos crimes de roubo, com concurso de pessoas e emprego de arma de fogo; homicídio duplamente qualificado; e por integrarem organização criminosa.

Conforme o Ministério Público do Acre, Adão Teixeira Ferreira foi condenado a 35 anos de prisão e Wesley da Silva Parada recebeu uma pena de 26 anos.

Fonte: G1 do Acre

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