Com medo de morrer, faccionados se batizam nas águas

Os acontecimentos policiais se refletem no aumento do rebanho dos pastores. Esta semana, a tomada do Vale do Juruá, por uma faccão ocasionou batismos coletivos em igrejas evangélicas de Cruzeiro do Sul e região

Para não ” vestir” a camisa da nova facção, a única forma do faccionado permanecer vivo é largar a atividade criminosa e entrar ( comprovante por meio de vídeos gravados) para uma igreja evangélica.

Neste final de semana a Igreja Pentecostal Muralha de Fogo realizou um batismo coletivo em Cruzeiro do Sul, onde a maioria era de ex-membros de um grupo do crime.

O pastor Francisco Santos ressalta a importância do trabalho feito pelas igrejas, principalmente com jovens que deixam o mundo do crime. ” Vários faccionados foram salvos pelo poder do Evangelho. Estou muito feliz e grato a Deus por mais um mega batismo”.

Dentro dos presídios muitos membros de facções também se convertem e as igrejas realizam batizados coletivos. No dia 18 de outubro , 42 detentos do Complexo Penitenciário do Juruá foram batizados pela igreja Batista Vida Nova.

O diretor do Complexo, Missael Melo, cita que os presos que quiserem se desligar das facções, podem trocar de prédio, por um que é “neutro”, sem ter que entrar em igrejas. Mas cita que muitos detentos são “tocados” pela fé no presídio e por consequência, deixam o crime e as facções e se batizam”.

Fonte: Ac 24 horas

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