Com bloqueio de sinal, faccionados do B13 usavam visitas íntimas e cartões memórias para repassar ordens para fora do presídio

Horas após a deflagração de uma operação de revista que ocorre nesta quinta-feira, 15, no presídio Francisco de Oliveira Conde, em Rio Branco, a maior unidade prisional do Estado do Acre, em pavilhões dominados pela organização criminosa PCC e a facção local Bonde dos 13, o coordenador do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) do Ministério Público, Promotor Bernardo Albano, destacou o êxito da ação que prospectou novas formas de como as informações eram transmitidas pelo faccionados para fora das grades.

Segundo Albano, com a instalação dos bloqueadores de sinal na Unidade Prisional houve uma mudança de dinâmica do repasse de informações de dentro para fora da FOC. “Teve uma mudança de dinâmica. Eles passaram a se utilizar de escritas que eram transmitidos a partir das visitas íntimas e familiares e também na transmissão de informações via cartão de memória. A operação visou a prospecção desses dados e também logramos em aprender drogas e armas de fabricação artesanal”, disse o promotor.

A operação, que ocorre simultaneamente em 10 Estado, e conta com o apoio do Grupo Penitenciário de Operações Especiais (GPOE), identificou também pessoas que exercem posição de liderança nas organizações criminosas dentro do maior presídio do Acre.

Questionado pela imprensa se existe alguma trégua entre a disputa da espaços do tráfico de drogas e armas por parte das facções rivais Comando Vermelho e Bonde dos 13, levando em conta que no início desta semana uma série de informes foram espalhados por meio das redes sociais destacando que as facções haviam dado uma trégua na guerra com o objetivo de se unirem, o promotor se resumiu a dizer que o caso está sendo investigado.

Fonte: AC 24 horas

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