Bate boca na Web: ex-militar da FAB recebeu prova reserva não identificada no concurso da Polícia Civil. “Não sou vagabundo”.

Um dos três candidatos que deveriam fazer a prova do Concurso da Polícia Civil em Cruzeiro do Sul emitiu áudio em grupos de Whatsapp negando que esteja envolvido em fraude. O candidato prestou concurso para delegado. Outros dois, que pleiteiam o cargo de escrivão, também alegam ter perdido o vôo para o Juruá, mas tiveram acesso à sala 69 da Uninorte, mesmo que seus nomes não estivessem lá como o local de suas provas. Eles  deveria realizar as provas em Cruzeiro do Sul, porém, contrariando as regras do edital, foram autorizado pela coordenação do Ibade a fazer o teste na Uninorte, em Rio Branco. Dezenas de candidatos reagiram insinuando ter havido privilégio por parte da banca responsável pelo certame. Houve bate boca generalizado na Internet.O Ibade, procurado pela nossa reportagem, disse ter recebido “muitas queixas” a respeito do caso, todos através de email”, mas não tem nada a declarar à imprensa. A atendente sugeriu que nossa Editoria enviasse os áudios e a denúncia por correio eletrônico. Segundo ela, “uma resposta do setor competente só será possível em três dias úteis”.  Veja a transcrição do bate boca entre o candidato supostamente beneficiado com os demais concorrentes.

 

Candidata denunciante

“Aconteceu e eu estou mandando todos os dados para a polícia. Vou mandar também para a ouvidoria do Ministério Público. Isso é um absurdo. É responsabilidade do candidato chegar ao local de prova.Foi assim que começou a investigação em Goiás e descobriram que três candidatos haviam comprado o gabarito. Foi na sala 69 e lá estavam indevidamente dois candidatos a delegado e um candidato a escrivão. Se eu fosse vocês procurava também seus direitos”

Candidato citado

“Não sou candidato fantasma. Não tenho dinheiro. Não comprei gabarito e repudio qualquer atitude desse tipo. Já passei em outros concursos Foi militar das Forças Armadas por 11 anos. Simplesmente aconteceu um imprevisto. Não pudemos pousar em Cruzeiro do Sul. Sou conhecedor dos procedimentos. Havia dois candidatos lá perdidos e eu os chamei para ir comigo. passamos a madrugada acordados, com a cabeça cheia. Pedimos a compreensão dos coordenadores. Não tem nenhum vagabundo  aqui comprando edital. Peço à amiga acima que não fale bobagens e não fique usando os grupos para denegrir a imagem”.

Candidata denunciante

“Eles receberam provas reservas que não tinham seus nomes. Pela manhã e pela tarde. Eu vi. Não sei de onde essas provas saíram. Todos sabem que todo prova tem códigoo de barras. Como isso foi feito de última hora para legalizar esses candidatos que deveriam estar em Cruzeiro do Sul?”. Que mágica foi essa? Se aconteceu uma excepcionalidade, isso tem que ser explicado aos demais candidatos”

Candidato citado

“Eu procurei a Uninorte, me identifiquei como candidato ao coordenador e ao advogado do Ibade. Essas provas que me foram entregues não surgiram do nada. Fiz o procedimento correto. Eu também sou coordenador de uma banca do Rio Grande do Norte, a Comperg. Não tem nenhum vagabundo aqui querendo comprar vaga. Não sou marginal. Estou na batida para concurso. Respeito e peço respeito. Passem a conhecer os procedimentos internos da banca para não falarem bobagem. Tudo foi com plena autorização do Ibade e da direção da Uninorte”

Audios

 

Veja também